
Deito as sementes à terra,
à terra que me dá pão,
à terra por mim tratada
e com lágrimas regada,
_terra do meu coração!

E as sementes ao calor
do seio da terra mãe,
rebentam no ramo em flor;
tudo nela se dá bem,
a terra do meu amor.

E as flores se o outono veio
ao calor daquele seio
transformaram-se nos frutos,
e a terra, com seus produtos,
dá-lhe a graça do seu pão.
E, em paga da minha dor,
toda a terra está em flor,
a minha alma está em flor,
_a terra do meu amor,
terra do meu coração!
Afonso Lopes Vieira
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